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Apple processa empresa que criou malware 'Pegasus' para iMessage

A ação foi movida na Califórnia e a Apple alega que a NSO fez com que fosse necessário dedicar milhares de horas para investigar os ataques

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A NSO Group Technologies, com sede em Herzliya, Israel, ganhou as manchetes dos jornais no início deste ano depois que foi revelado que a empresa criou um exploit para o iMessage, usado para espionar jornalistas e outros indivíduos de alto perfil a favor de vários governos. A NSO já está sendo processada pela Meta (anteriormente chamada de Facebook), e agora a Apple anunciou que também está entrando com uma ação judicial contra a NSO.

A Apple publicou um comunicado de imprensa nesta terça-feira, 23, dizendo que entrou com um processo contra a NSO e sua empresa controladora para responsabilizá-las pela vigilância e segmentação de usuários da Apple. "Esses ataques são direcionados apenas a um número muito pequeno de usuários e afetam as pessoas em várias plataformas, incluindo iOS e Android. Pesquisadores e jornalistas documentaram publicamente uma história de abuso deste spyware para atingir jornalistas, ativistas, dissidentes, acadêmicos e funcionários do governo."

A ação foi movida na Califórnia e a Apple alega que a NSO fez com que fosse necessário dedicar milhares de horas para investigar os ataques. A Apple também diz que a NSO não deve ser capaz de desviar-se da culpa pelo uso de seu malware, citando uma recente decisão do tribunal de apelações dos EUA na ação legal da Meta contra a NSO por sua criação de malware afetando o WhatsApp. A Apple também está solicitando uma liminar permanente para proibir a NSO de usar produtos da Apple.

A NSO também tem enfrentado ações judiciais de outras empresas e governos. A Meta está processando o grupo por seu papel na criação de malware que se espalhou pelo WhatsApp, como mencionado anteriormente. O governo dos Estados Unidos adicionou a NSO à sua lista de entidades no início deste mês , o que bloqueia todas as exportações dos Estados Unidos, incluindo qualquer hardware ou software. O malware Pegasus da NSO foi relacionado à morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi e teria sido usado para espionar nove defensores de direitos humanos do Bahrein entre junho de 2020 e fevereiro de 2021.

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