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EUA querem barrar testes de celulares em laboratórios da China

A decisão ocorre em meio à preocupação de Washington com riscos de segurança ligados à China; será aberto agora um período de 30 a 60 dias para manifestações de empresas e consumidores

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Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos aprovou uma proposta para impedir que dispositivos destinados ao mercado americano sejam testados em laboratórios na China. A medida pode atingir uma etapa importante do processo de certificação de celulares, tablets e outros equipamentos eletrônicos.

Hoje, cerca de 75% dos dispositivos vendidos nos Estados Unidos dependem de testes feitos em laboratórios chineses, segundo a própria agência. Esses testes verificam itens como emissão de radiofrequência e compatibilidade com redes de comunicação.

A decisão ocorre em meio à preocupação de Washington com riscos de segurança ligados à China. Com a proposta já colocada em andamento, será aberto agora um período de 30 a 60 dias para manifestações de empresas e consumidores.

A FCC também sugeriu ampliar a restrição para outros países que não tenham um acordo de reconhecimento mútuo, mecanismo que permite aceitar os resultados de laboratórios certificados em nações parceiras. China e Estados Unidos não têm esse tipo de acordo.

Se a proposta for aprovada, aparelhos já certificados não devem ser afetados de imediato. A ideia é permitir um prazo de dois anos antes de uma nova certificação obrigatória, o que deve evitar impacto direto em modelos antigos que já saíram das lojas.

Na prática, futuros celulares fabricados na China teriam de ser enviados a outro país para passar pelos testes aprovados pela FCC antes de chegarem ao mercado americano. O processo tende a ficar mais caro e demorado, mas a agência entende que a mudança é necessária.

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