
A Samsung recuperou a liderança global em vendas de celulares no primeiro trimestre, impulsionada pela forte procura pela linha Galaxy S26 e pelos novos modelos Galaxy A37 e Galaxy A57. Segundo a Omdia, a fabricante embarcou 65,4 milhões de unidades no período, alta de 8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
No total, o mercado mundial de celulares somou 298,5 milhões de unidades embarcadas entre janeiro e março, crescimento de 1%, mesmo com a crise dos chips de memória. O avanço foi sustentado por uma estratégia de antecipação de estoque adotada pelas fabricantes diante da alta esperada nos custos de componentes.
A Apple ficou em segundo lugar, com 60,4 milhões de unidades e crescimento de 10% na comparação anual. A empresa manteve cerca de 20% do mercado global, com boa demanda pela série iPhone 17 e interesse acima do esperado pelo iPhone 17e na Europa e no Japão. Já os modelos iPhone 17 Pro e iPhone 17 Pro Max tiveram alta de 42% na China frente à geração anterior.
A Xiaomi, que inclui Redmi e Poco, apareceu na terceira posição com 33,8 milhões de unidades e 11% de participação. Foi, porém, a marca que mais sofreu retração entre as cinco maiores, com queda de 19% nas remessas, pressionada pelo aumento dos custos de componentes.
Na sequência, a Oppo, que também engloba OnePlus e Realme, somou 30,7 milhões de unidades e 10% de participação. A Vivo fechou o grupo das cinco maiores marcas, com 21,3 milhões de aparelhos e 7% do mercado.
Para os próximos meses, a Omdia prevê um cenário mais instável. A combinação de estoques elevados nos canais de venda e demanda do consumidor ainda fraca deve marcar a segunda metade de 2026 no mercado global de celulares.
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