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Taiwan acusa OnePlus de contratar funcionários de forma irregular

Apesar da investigação sobre a OnePlus, não há indícios de mudanças imediatas na produção ou na estratégia global da marca de celulares, que segue atuando normalmente em seus principais mercados

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Taiwan, OnePlus

As autoridades de Taiwan acusaram Pete Lau, diretor executivo da OnePlus, de comandar operações comerciais não autorizadas e de recrutar funcionários de forma ilegal no território. Segundo a investigação, mais de 70 profissionais teriam sido contratados para atuar no desenvolvimento e nos testes de software de celulares da marca chinesa.

De acordo com a agência Reuters, o Ministério Público do distrito de Shilin emitiu um mandado de prisão contra Lau e indiciou dois cidadãos taiwaneses por ajudarem nas supostas irregularidades. As acusações se baseiam em leis locais que regulam relações comerciais e de trabalho com empresas ligadas à China.

Embora o documento oficial seja datado de novembro de 2025, o caso só veio a público agora. Os investigadores afirmam que os profissionais recrutados atuavam em pesquisas e testes de software para celulares da OnePlus, empresa sediada em Shenzhen e que, há anos, opera como uma marca associada à Oppo. Recentemente, a Realme também anunciou sua integração ao mesmo grupo.

A ação faz parte de um esforço mais amplo das autoridades taiwanesas para coibir contratações e operações consideradas ilegais. No início de 2025, o governo investigou 16 empresas acusadas de aliciar engenheiros locais e manter escritórios não autorizados. Na ocasião, mais de 300 agentes realizaram buscas em 70 locais e interrogaram 120 pessoas.

Taiwan considera sua força de trabalho em semicondutores e tecnologia avançada um dos pilares da economia local. O conhecimento de engenheiros e especialistas garante vantagem estratégica na fabricação de chips, no design de circuitos e no desenvolvimento de eletrônicos avançados. Com isso, cresce a preocupação com empresas estrangeiras tentando acessar esse talento sem cumprir as regras.

Por esse motivo, o país mantém leis rígidas que limitam investimentos chineses em áreas sensíveis, exigem autorizações oficiais e proíbem contratações sigilosas ou operações sem permissão. Desde 2020, as autoridades afirmam ter lidado com mais de 100 casos semelhantes.

Até o momento, a OnePlus não comentou oficialmente o caso. Apesar da investigação, não há indícios de mudanças imediatas na produção ou na estratégia global da marca de celulares, que segue atuando normalmente em seus principais mercados.

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